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Trajetórias Negras reúne trabalhadoras e trabalhadores para debate sobre vivências e enfrentamento ao racismo

O auditório do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz) recebeu, na última sexta-feira (14), mais uma edição do Trajetórias Negras, iniciativa que reúne trabalhadoras e trabalhadores negros da instituição para compartilharem suas experiências profissionais e pessoais. O encontro fortalece o debate sobre racismo estrutural, as desigualdades raciais e as estratégias de enfrentamento dentro e fora da Fiocruz.

Na abertura, Luciana Lindenmeyer, diretora da Asfoc-SN e integrante do Comitê Pró-Equidade de Gênero e Raça da Fiocruz, agradeceu o apoio da coordenação colegiada e das equipes envolvidas, ressaltando a importância das parcerias para manter o projeto vivo e em expansão. Ela lembrou que o Trajetórias Negras, criado em 2018, nasceu com o propósito de valorizar a presença e o protagonismo de profissionais negros e negras na instituição.

Luciana destacou que, ao longo dos anos, o projeto se transformou e ampliou sua proposta, passando a incluir trajetórias diversas de pessoas negras que atuam em diferentes setores e vínculos da Fiocruz. Em 2024, o evento avançou ainda mais ao convidar trabalhadores e trabalhadoras de outros núcleos e áreas profissionais, além de realizar sua primeira edição fora do Rio de Janeiro, na Fiocruz Bahia.

Esta edição teve como convidados Leonardo Azevedo, jornalista da Coordenação de Comunicação Social da Presidência, e Patrícia Evangelista, da Assessoria de Projetos de Participação Social da ENSP. Ambos compartilharam suas vivências enquanto pessoas negras, abordando desafios, conquistas, afetos e resistências ao longo de suas trajetórias. Suas falas emocionaram quem acompanhou a transmissão online e também o público presente no auditório do INI, reforçando a força e a sensibilidade desse espaço de partilha.

A fala de Patrícia reforçou como a resistência de pessoas com deficiência faz diferença para a ocupação de espaços institucionais.

Na fala de Leonardo, ele trouxe a perspectiva da importância de profissionais da comunicação com o olhar da diversidade e da equidade em todos os projetos da instituição e não somente nos temas relacionados à diversidade.

“Estamos construindo um espaço para que nossos(as) colegas possam compartilhar suas histórias e fortalecer a luta por equidade dentro da instituição”, afirmou Luciana, reforçando o compromisso do comitê em ampliar e aprofundar os diálogos sobre raça e inclusão no ambiente de trabalho.

O Trajetórias Negras segue como um importante instrumento de reconhecimento, reflexão e transformação, contribuindo para uma Fiocruz cada vez mais diversa, acolhedora e comprometida com a justiça racial.

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