A Asfoc-SN – Sindicato dos Servidores de Ciência, Tecnologia, Produção e Inovação em Saúde Pública, representando trabalhadoras e trabalhadores da Fiocruz, vem a público manifestar seu mais veemente repúdio às gravíssimas ações perpetradas pelos Estados Unidos da América contra a República Bolivariana da Venezuela, ocorridas em 3 de janeiro de 2026, incluindo bombardeios em áreas civis e militares, bem como o sequestro do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama, Cilia Flores.
O Brasil possui uma histórica e profunda vinculação política, social e cultural com todas as ações da América Latina – pelo que reconhecemos neste funesto e aviltante episódio mais um intervencionismo “pelo óleo do planeta” disfarçado de cruzada moralizante. Vemos a violenta tentativa de ressuscitar o jugo colonial. Mais: a clara essência imperialista das violências e mortes não apenas na Venezuela, mas todo o continente, colocando em risco o compromisso regional com a paz, a democracia e o desenvolvimento soberano.
Trata-se de um precedente extremamente perigoso, que ameaça a paz, a estabilidade e a cooperação entre as nações da América Latina e do Caribe. A flagrante violação do direito internacional e da Carta das Nações Unidas – especialmente de seus artigos 1º e 2º – representa afronta direta à soberania, às instituições democráticas e ao princípio da autodeterminação dos povos. Manifestamos nossa solidariedade ao povo venezuelano e exigimos imediata restituição à soberania da Venezuela, à integridade de suas instituições e à liberdade de suas autoridades legitimamente constituídas.
A Asfoc-SN converge com a posição expressa pelo governo brasileiro, democraticamente constituído, que condena o uso da força, reafirma o respeito ao direito internacional e defende a via do diálogo, da diplomacia e da cooperação como únicas formas legítimas de superação das crises. É necessário reforçar o protagonismo dos organismos multilaterais, em especial da Organização das Nações Unidas, como instâncias legítimas de apoio às negociações soberanas para a mediação de conflitos.
Como entidade sindical vinculada à área da saúde, da ciência e da vida, reiteramos nossa posição intransigente contra a guerra, a violência e o uso da força como instrumento de política internacional. A defesa da vida, dos direitos humanos e da reciprocidade diplomática torna urgente a reação imediata à barbárie ora perpetrada uma agenda prioritária para todas as nações.
Nesta segunda (5), às 16 horas, acontecerá um ato em solidariedade à Venezuela, na Cinelândia, no centro do Rio. O ato é uma convocação das Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, em defesa da paz e da soberania na América Latina. Participe!
PELO RESPEITO À SOBERANIA DOS POVOS E PELA PAZ NA AMÉRICA LATINA.