Notícias

Asfoc-SN acompanha debate sobre equidade, identidades e violência nas escolas na Fiocruz Brasília

Paulinho, Patrícia Condé e Socorro Souza, da Regional DF, participam de encontro que debate equidade, saúde mental, violência e relações no ambiente escolar

A Asfoc-SN participa, nesta quinta-feira (27/08), do Seminário Equidade, Identidades e Violência nas Escolas, realizado na Fiocruz Brasília

, em Brasília. O presidente do Sindicato, Paulinho, a diretora de Esportes, Patrícia Condé, e Socorro Souza, da Regional DF, acompanham ao longo do dia os debates sobre equidade, identidades, violência, saúde mental e relações no ambiente escolar.

Realizado ao longo de todo o dia, o seminário reúne profissionais da educação e da saúde, pesquisadores e pesquisadoras, estudantes e representantes de diferentes áreas para discutir os desafios relacionados à convivência no ambiente escolar e os impactos das desigualdades, das violências e das transformações nas relações sociais sobre estudantes e profissionais da educação. A programação foi organizada em quatro mesas, que abordaram políticas públicas, equidade de gênero e raça, identidades, experiências no ambiente escolar, tecnologias, violência de gênero, saúde mental e estratégias para redução da violência.

Equidade, saúde mental, proteção de direitos e enfrentamento às diferentes formas de violência também fazem parte das discussões sobre saúde pública e sobre as condições em que as pessoas vivem, estudam e trabalham.

Violência e saúde mental colocam escola no centro do debate

A discussão realizada no seminário ocorre em um cenário de crescimento dos registros de violência no ambiente escolar. Dados apresentados pela Fiocruz Brasília a partir de levantamento do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) mostram que o número de vítimas de violência interpessoal nas escolas passou de 3,7 mil em 2013 para 13,1 mil em 2023. Entre os registros de 2023, 2,2 mil envolveram violência autoprovocada, que inclui situações como automutilação, ideação suicida e tentativas de suicídio.

Os dados mais recentes da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) também apontam para a dimensão do problema. Segundo a divulgação apresentada pela Fiocruz Brasília, quatro em cada dez estudantes brasileiros(as) de 13 a 17 anos afirmam já ter sofrido bullying. O levantamento também registra situações de humilhação recorrente, agressão física e violência no ambiente digital.

Discutir violência nas escolas não significa tratar apenas de episódios de agressão. O debate envolve também saúde mental, relações de gênero e raça, identidades, convivência, ambiente digital, políticas educacionais e capacidade das instituições de prevenir e enfrentar situações de violência.

“compreender a complexidade da educação é fundamental para enfrentar os desafios da aprendizagem”.

Para ele, a saúde mental e o ambiente em que as(os) jovens estão inseridos têm impacto direto nesse processo.

Quatro mesas aproximam experiências, pesquisa e políticas públicas

A programação do seminário buscou aproximar diferentes perspectivas sobre os desafios vivenciados no ambiente escolar.

A primeira mesa discutiu políticas educacionais em saúde e equidade de gênero, reunindo representantes da Fiocruz, Ministério da Saúde, Ministério da Educação e do Programa Saúde na Escola, entre outras instituições.

Na segunda, profissionais da educação e participantes de projetos apresentam experiências práticas relacionadas às relações de gênero, raça e identidades no ambiente escolar, trazendo situações e iniciativas desenvolvidas diretamente nos territórios.

A terceira mesa aborda o mundo digital, as violências de gênero e a saúde mental na escola, colocando em discussão as transformações provocadas pelas redes sociais e pelas novas formas de interação entre estudantes.

O encontro é encerrado com uma mesa sobre desafios e possibilidades para promover a equidade e reduzir a violência, reunindo representantes da saúde, educação, projetos voltados às masculinidades e organizações da sociedade civil.

Participação amplia diálogo da Asfoc-SN

Ao acompanhar o seminário, a Asfoc-SN se coloca em diálogo com diferentes setores que atuam na construção de políticas públicas e no enfrentamento das desigualdades.

A participação de Paulinho, Patrícia Condé e Socorro Souza também aproxima a entidade de discussões que envolvem diretamente a saúde e o bem-estar das pessoas, especialmente quando questões como violência, discriminação, saúde mental e desigualdade interferem nas relações sociais e institucionais.

Acompanhar esses debates significa escutar diferentes experiências, conhecer iniciativas desenvolvidas nos territórios e ampliar o diálogo sobre políticas capazes de enfrentar desigualdades e promover relações mais respeitosas e ambientes mais seguros.

O seminário foi realizado pela Fiocruz Brasília, no âmbito do Núcleo Angicos de Educação Popular em Saúde, e reuniu conhecimento acadêmico, experiências práticas e discussão sobre políticas públicas para pensar caminhos de enfrentamento à violência e promoção da equidade nas escolas.

Últimas Notícias