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ASFOC entrega pauta de reivindicações emergenciais na posse de Paulo Buss

Diretor Geral da ASFOC, Rogério Lannes Rocha, entrega carta com reivindicações dos servidores na posse do Presidente Paulo Buss. Em primeiro plano, a representante do MS, Maria Luisa Jaeger

Por decisão da Assembléia realizada no dia 29 de março, a ASFOC entregou uma carta (veja abaixo) de saudação ao Presidente reeleito da Fiocruz, Paulo Buss, em sua posse (30/03) contendo uma pauta emergencial com três pontos que aguardam encaminhamentos urgentes: criação da Gratificação Provisória para equalização salarial na Fiocruz, apoio à nova Tabela Salarial de C&T/2005 e solução para a crise financeira do Fio-Saúde.

A entrega da pauta emergencial foi acompanhada de uma manifestação silenciosa, com a colocação de faixas e a presença de servidores com a camiseta da campanha “Bressinho Já!” na Tenda da Ciência, onde aconteceu a cerimônia de posse. A carta também foi entregue à representante do MS, Secretária de Gestão do Trabalho em Saúde, Maria Luiza Jaeger. Além de reiterar a disposição da ASFOC em contribuir para o amadurecimento do projeto institucional da Fiocruz, o documento aponta a necessidade do pronto restabelecimento da Mesa de Negociação da Fiocruz e da agenda de reuniões mensais com a Presidência, para que outras reivindicações possam ser tratadas e solucionadas.

Na assembléia que aprovou a entrega da pauta emergencial, além de informes (veja abaixo), os servidores receberam esclarecimentos da Diretora de RH da Fiocruz, Leila Mello e do Diretor Superintendente do Fioprev, Carlos Magno, sobre o que tem sido feito para a solução da crise financeira do Fio-Saúde (veja abaixo). Os servidores reiteraram a decisão da assembléia do dia 17/02, manifestando-se contra novos reajustes, antes que a Patrocinadora aumente sua participação no Fio-Saúde.


Esclarecimentos sobre o Fio-Saúde

Direh
A Diretora de RH, Leila Mello, disse que a Fiocruz está negociando com o Ministério da Saúde o aumento do repasse para R$ 51,93 (conforme autorizado pelo Governo à GEAP – D.O.U. de 24/12/2004). Porém, isso não permitiria cumprir a deliberação do Congresso Interno de que a Fiocruz pague o Plano Básico para todos os servidores, meta que ainda não está em negociação com o Ministério. A Direh conseguiu uma forma de repassar quase dois milhões para o Fio-Saúde, como verba para cobrir despesas com doenças ocupacionais e acidentes de trabalho, ônus que é do empregador (União), mas que tem sido paga pelo Fio-Saúde. No entanto, o repasse só acontecerá após o fechamento de um convênio, que está sendo formulado em caráter de emergência.

Fioprev
Segundo o Diretor Superintendente do Fioprev, Carlos Magno, além de buscar o aumento da contribuição da Patrocinadora, o Fioprev entrou com um pedido na Secretaria de Previdência Complementar para usar parte do superávit do Plano de Previdência para resolver o déficit do Fio-Saúde, mas até agora não obteve a autorização. A situação piorou, pois, a partir de janeiro deste ano, mudaram as regras da Previdência Complementar. Os balanços, antes consolidados em nome do Fioprev, agora devem ser apresentados separadamente pelas modalidades dos planos de previdência e saúde, que serão auditadas com independência. Assim, o Fioprev não pode mais usar o dinheiro do plano previdenciário para cobrir despesas do plano de saúde. Para Carlos Magno, se o déficit não for resolvido ainda este ano, o plano de saúde poderá ficar inviável. Em relação à Fundação de Assistência, o Fioprev estima que, na próxima semana, poderá dar entrada em seu registro, o que possibilitará repasses da Patrocinadora para as questões de assistência à saúde do trabalhador, desonerando o Fio-Saúde. A Fundação também permitirá o aumento da base de segurados do plano. Ainda, segundo Carlos Magno, esta alternativa só surtirá efeito a médio prazo.


Informes da Assembléia (29/03)

Imposto de Renda do Bresser
N os próximos dias a ASFOC estará divulgando orientações específicas para a declaração do IRPF/2004 de servidoers maiores de 65 anos, dos aposentados por invalidez e servidores dos Centros Regionais.

Concurso de 2002
O Ministério Público está movendo ação contra a Fiocruz, que contesta as provas específicas do concurso de 2002. A ASFOC discorda da ação, pois o concurso foi realizado com metodologia reconhecida pela comunidade científica e contou com a participação nas bancas de cerca de 500 profissionais de notório saber, além desta modalidade de concurso estar prevista na regulamentação da Carreira de C&T. Estão arrolados no processo 151 servidores, dos quais 143 aderiram a defesa única pelo escritório de advocacia Viveiros de Castro, que estará nesta sexta-feira (01/04), às 13h, no Auditório da ENSP, para dirimir dúvidas de seus representados.

Reestruturação do Departamento Jurídico
A ASFOC já concluiu a substituição do escritório responsável pela assessoria às causas coletivas. Nas próximas semanas será divulgado um informe detalhado sobre o andamento das ações nas quais a ASFOC está envolvida


Carta entregue ao Presidente Paulo Buss em sua posse (30/03/2005)

Em primeiro lugar, é com satisfação que saudamos sua posse como Presidente reeleito da Fiocruz, momento que simboliza o vigor do projeto de gestão democrática de nossa instituição; reafirmado pela luta, desde 1989, e consolidado pelo Decreto Presidencial que reconheceu oficialmente nosso Estatuto no curso de sua primeira gestão. Não por acaso, os quatro últimos anos em que o Sr. ocupou o honroso cargo de Presidente da Fiocruz culminaram também com a conquista do Bresser. É preciso reconhecer que sua participação e a dos demais dirigentes institucionais foi da maior importância para esta vitória do movimento organizado dos servidores.

Por tudo isso, esta saudação vai muito além de um gesto formal, é uma renovação do chamado permanente à luta que caracteriza a atuação da ASFOC. Por decisão da Assembléia dos Servidores da Fiocruz, realizada no dia 29 de março, encaminhamos uma pauta emergencial com três pontos que aguardam encaminhamentos urgentes:

1- Criação da Gratificação Provisória para equalização salarial na Fiocruz, relativa à rubrica de 26%, dentro do PCCS/89. Reforçamos a necessidade, já explicitada na manifestação realizada em frente ao Castelo, no dia 24 de fevereiro, de que a Presidência e o CD-Fiocruz realizem gestões diretamente ao Ministro da Saúde, Humberto Costa, para que este, coerente com seu Aviso Ministerial (n.º 1345, de 17/12/2004) e junto ao Ministro José Dirceu, concretize em definitivo a solução para a equalização, resultante dos esforços de negociação e acordo entre a ASFOC, Presidência da Fiocruz, Ministérios da Saúde, Planejamento e parte da própria Casa Civil.

2- Tabela Salarial de C&T/2005. Consideramos de extrema pertinência o envolvimento da Presidência da Fiocruz, para que, a exemplo da iniciativa do Ministro da Ciência e Tecnologia, seja emitido um Aviso Ministerial, por parte do Ministro da Saúde, em apoio à nova tabela salarial proposta pelo Fórum de Entidades Sindicais de C&T e seu encaminhamento ao MPOG para a consecução dos seguintes pontos:
• Incorporação da GDACT ao vencimento básico pelo valor máximo de cada padrão, com a conseqüente extinção desta gratificação e da avaliação de desempenho individual vinculada ao salário. A nova tabela aplicar-se-á indistintamente aos servidores ativos e inativos;
• Criação de uma nova Gratificação, de até 80% do novo vencimento básico, vinculada ao desempenho institucional, aplicável indistintamente aos servidores ativos e inativos. O percentual é único para todos os servidores de uma mesma instituição;
• Manutenção dos atuais percentuais de titulação;
• Correção das novas tabelas de Nível Intermediário e Nível Auxiliar em 20%, aplicável linearmente ao novo vencimento básico em todos os padrões de cada nível, indistintamente a todos os servidores ativos e inativos;

3- Solução para a crise financeira do Fio-Saúde. Para o saneamento financeiro do plano de saúde, a ASFOC reivindica:
• Aumento do percentual de participação da Patrocinadora, no primeiro momento, para R$ 51,93 (conforme autorizado pelo governo à Geap, segundo o D.O.U de 24/12/2004);
• Repasses adicionais de R$2 milhões pelo Programa de Saúde do Trabalhador;
• Pagamento do Plano Básico para todos os servidores, conforme decisão do IV Congresso Interno;
• Implemento de ações na área de saúde do trabalhador, que desobriguem os servidores de custeá-las por meio do plano de saúde;
• Implementação da Fundação de Assistência, beneficiando trabalhadores terceirizados e aumentando a base de contribuição do Fio-Saúde.

Reiteramos nossa disposição em contribuir para o amadurecimento de nosso projeto institucional, participando das diversas instâncias de gestão e decisão. Temos a certeza também que, com o pronto restabelecimento da Mesa de Negociação da Fiocruz e da agenda de reuniões mensais com a Presidência, outras reivindicações poderão ser tratadas e solucionadas por meio de consenso e acordos.

Assim, desejando sucesso nesta nova gestão à frente da Fiocruz, nos despedimos.

Atenciosamente,

Rogério Lannes Rocha
Diretor Geral da ASFOC

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