A Asfoc repudia a ação realizada pela Polícia Civil, na manhã desta quarta-feira (08/01), que entrou de forma arbitrária no Campus da Fiocruz em Manguinhos, com a alegação de uma operação na comunidade da Varginha, próxima à instituição. De acordo com a Agência Fiocruz de Notícias, ligada à presidência da Fiocruz, a entrada e a movimentação dos policiais se deu sem autorização ou conhecimento prévio da Fiocruz.
É inaceitável que ações realizadas desta forma coloquem em risco a integridade física e emocional de todos e todas presentes no campus Manguinhos-Maré. Uma trabalhadora foi atingida por estilhaços de um projétil que atingiu Bio-Manguinhos. Um funcionário da empresa que presta serviços para a Gestão de Vigilância e Segurança Patrimonial da Fiocruz, que atuava supervisionando os procedimentos de evacuação das áreas com maior risco no confronto, foi algemado e levado para a delegacia, sob a alegação não comprovada de colaborar com criminosos.
Além disso, estiveram sob ameaça centenas de frequentadores do campus, como fornecedores, consultores e pesquisadores externos, e também a imensa maioria de pacientes que buscam atendimento, bastante vulneráveis, inclusive idosos e bebês. Como agravante, estavam no campus dezenas de crianças, filhos e filhas de servidores, que participam da Colônia de Férias do sindicato.
Repudiamos veementemente a postura da Secretaria de Estado de Segurança Pública (SESP) do nosso estado. Ainda que a ausência de qualquer comunicado por parte da SESP pudesse refletir uma necessidade de sigilo de uma operação, nada justifica o silêncio após a desastrosa conduta policial que colocou em risco a segurança de trabalhadores e trabalhadoras, alunos(as) e professores.
Em defesa dos trabalhadores e trabalhadoras e de toda a comunidade Fiocruz, a Asfoc exige prontos esclarecimentos do governo do estado quanto ao ocorrido, assim como a garantia de que situações como essa não se repetirão.
Pela segurança real dos trabalhadores e trabalhadoras da Fiocruz,
Diretoria Executiva Nacional da Asfoc-SN