A Asfoc-SN realizou mais uma edição do Grupão de Mobilização, desta vez na Fiocruz Paraná, mantendo o formato participativo que marcou o encontro realizado recentemente em Manaus. A atividade reuniu trabalhadores e trabalhadoras em um espaço de escuta, diálogo e construção coletiva sobre os desafios da categoria e os rumos da instituição.
O encontro começou com a apresentação dos participantes, que foram convidados a compartilhar suas percepções sobre o sindicato, sua atuação e os temas que consideram prioritários para os próximos períodos. Todos os presentes se manifestaram, contribuindo com análises, dúvidas, sugestões e propostas para o fortalecimento da atuação sindical.
Entre os assuntos debatidos estiveram o Seminário sobre o Reposicionamento Institucional da Fiocruz, as perspectivas para o futuro da instituição, as pautas prioritárias da categoria e propostas para aprimorar as ações desenvolvidas pela Asfoc-SN localmente.
A atividade foi marcada por um diálogo qualificado e participativo, reafirmando uma das principais marcas da atuação sindical da Asfoc-SN: ouvir a base, construir coletivamente e transformar participação em ação.
Durante o encontro, o presidente da Asfoc-SN, Paulo Garrido, reforçou a importância da ampla participação da categoria nos debates em curso sobre o futuro da Fiocruz e das carreiras dos trabalhadores e trabalhadoras.
“É um seminário do Congresso Interno, congresso do qual integramos a comissão organizadora. Portanto, reforço a importância da participação de todos, delegados ou não, presencialmente no seminário. É a agenda de discussão em curso para o aprofundamento do debate.
Seguimos atuantes nas lutas prioritárias: convocação dos aprovados no concurso público, orçamento de 2027, fortalecimento das carreiras, campanha salarial de 2027, garantia da negociação no serviço público, linearidade entre os níveis, concursos para níveis intermediário e superior, alternativas éticas e institucionais para o avançado estágio de extinção das carreiras de nível intermediário, discussão sobre o reposicionamento das carreiras, vencimento básico forte, incorporação da GDACT, titulação em percentual, adicional de plantão hospitalar, aposentadoria, fim da contribuição previdenciária dos aposentados e outras pautas.
É um anteprojeto que ainda nem passou por instâncias fundamentais do Estado. Não passou pela SOF, não passou pela Casa Civil. Até a decisão de envio ao Congresso Nacional, há muitas etapas a serem enfrentadas e, fundamental para a Asfoc-SN e para toda a bancada sindical, o Governo mantém e reafirmou o compromisso de que nada irá para o Congresso sem debate com a bancada sindical. Não há qualquer decisão ou avaliação que indique que o envio de qualquer matéria, seja a criação de subsidiárias e/ou mudanças nas leis da administração pública, seja feito em 2026. Precisamos explorar e nos basear nas instâncias oficiais do sistema de negociação.”
Ao final da atividade, ficou reforçada a importância da participação ativa dos trabalhadores e trabalhadoras nos espaços de debate e mobilização, especialmente diante dos desafios que envolvem o futuro da Fiocruz, das carreiras públicas e dos direitos da categoria.
Para a Asfoc-SN, fortalecer a escuta da base é um passo fundamental para construir coletivamente as lutas e conquistas que estão por vir.