Nesta terça-feira (16), o presidente da Asfoc-SN, Paulo Garrido, participou da Sessão Especial do Senado Federal em homenagem aos 125 anos da Fundação Oswaldo Cruz. Em sua fala, Garrido destacou a importância histórica da Fiocruz para a saúde pública brasileira e reafirmou o papel do sindicato na defesa dos trabalhadores, da ciência e da democracia.
Ele ressaltou que a Fiocruz é indissociável da pesquisa, da assistência e do controle social, defendendo que a participação popular é o que garante que a ciência e o serviço público permaneçam a serviço da sociedade, com transparência e compromisso ético.
Durante sua intervenção, Garrido também homenageou os aposentados e aposentadas da instituição, lembrando que sem a contribuição histórica desses trabalhadores não seria possível chegar aos avanços que fazem da Fiocruz uma instituição estratégica de Estado.
“Anistiar os cientistas cassados de Manguinhos significa valorizar a democracia. Mas anistiar golpistas e entreguistas não faz parte de pacificar o nosso país nem de avançar na democracia. Defendemos que não haja anistia para golpistas”, reforçou.
Por fim, Paulo Garrido atualizou as demandas atuais da categoria, como o cumprimento integral dos acordos assinados, a convocação de todos(as) os(as) aprovados(as) no concurso público da Fiocruz, a implementação do RRA e a resolução definitiva sobre o Adicional de Plantão Hospitalar.
“Seguimos firmes na luta pela democracia, pela soberania nacional e pela defesa do SUS como patrimônio da população brasileira. Que esta celebração dos 125 anos da Fiocruz seja também um momento de reafirmação de compromissos com o futuro do nosso país”, finalizou.
Veja a íntegra da fala de Paulo Garrido:
Bom dia a todos e todas. Temos dois presidentes aqui, o presidente da Fiocruz, Mario Moreira… Trabalho no Departamento de Direitos Humanos e Saúde da Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca e a Fernanda Magano, presidente do Conselho Nacional de Saúde, estou conselheiro pela Asfoc, pelo segmento dos trabalhadores.
Sou Paulinho, Paulo Garrido, homem branco, de cabelo grisalho, uso óculos. Estou com paletó azul marinho, uma camisa listrada. Também respeitando a política de inclusão, acessibilidade. Aprendi isso no Conselho Nacional de Saúde.
Cumprimentar e agradecer muito ao senador Marcelo Castro pela convocação dessa sessão tão significativa em homenagem aos 125 anos da Fundação Oswaldo Cruz, a Fiocruz. É uma honra poder me dirigir a todos vocês neste momento muito especial.
A trajetória da Asfoc, do nosso sindicato, dos trabalhadores e trabalhadoras da Fiocruz tem sido marcada por diversas articulações e diálogos com o senador Marcelo Castro. Desde os tempos difíceis do golpe que destituiu a presidenta Dilma, passando pelos governos de Temer e Bolsonaro, a pandemia, o governo de transição, sempre encontrando no senador um aliado comprometido com as pautas que defendemos. Lembro aqui, como relator do Orçamento, a época da luta do serviço público, dos servidores, pela reposição salarial e emergencial que o senador foi protagonista e tratou democraticamente dessa demanda dos trabalhadores e trabalhadoras.
Queria colocar também que a Fiocruz é indissociável da pesquisa clínica à assistência. É indissociável do controle social em todas as instâncias e processos de saúde. É por meio do controle social que se garante que a ciência e o serviço público estejam sempre à serviço da sociedade com transparência, equidade e compromisso ético.
Nosso sindicato completará 50 anos da nossa criação, sempre ao lado e com a Fiocruz, garantindo na instituição, na nossa gestão democrática e participativa, é importante colocar, conquista dos trabalhadores e trabalhadoras, ter uma gestão democrática e participativa, garantindo coesão e diálogo para que a gestão avance internamente e externamente. E nas
ruas, e nas mais variadas instâncias, lutando pela saúde pública brasileira, pela democracia, pela soberania.
Anistiar golpistas e entreguistas não faz parte de pacificar o nosso país e nem de avançar na democracia. Então, Asfoc defende “Sem Anistia!” no nosso país para golpistas.
Queria colocar também aqui sobre a 18ª Conferência Nacional de Saúde, que abre o caminho para a construção de um Sistema Único de Saúde. Estamos às vésperas desse processo para reabrir, reafirmamos o nosso compromisso de defender o SUS como patrimônio da população brasileira.
É fundamental lembrar também da CPI da Pandemia, onde buscamos memória e reparação para as vítimas da Covid-19. Precisamos responsabilizar o Estado pelas perdas enfrentadas durante um governo negacionista e criminoso.
Nossa parceria com o senador tem sido marcada por diálogos firmes e produtivos, inclusive em momentos críticos da vida da política nacional. Contamos com o Senado neste processo em defesa da nossa democracia e soberania.
Queria citar e destacar também o reconhecimento aos aposentados e aposentadas da Fiocruz. Nessa celebração dos 125 anos da Fiocruz, é preciso reconhecer aqueles que dedicaram suas vidas à saúde pública e à ciência e hoje estão aposentados. Sem esses homens e mulheres, não teríamos esta caminhada de construção como instituição estratégica de Estado.
E queria atualizar as demandas atuais do nosso trabalho de hoje e do futuro. Seguimos firme na luta pela democracia e pela soberania nacional. Reafirmamos nossas demandas atuais, cumprimento do acordo na íntegra, a convocação de
todos os aprovados e aprovadas no concurso público da Fiocruz, a implementação do RRA e a resolução definitiva sobre o Adicional de Plantão Hospitalar. Compromissos que precisam ser honrados pelo Governo Federal.
Muito obrigado, senador Marcelo Castro, e a todos os presentes, que continuemos juntos nessa jornada de luta, memória e compromisso com o povo brasileiro e pela construção de um futuro mais justo e soberano.
Obrigado.
Assista à fala: