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Asfoc-SN participa de mobilizações e audiência contra reformas administrativa e previdenciária

O presidente da Asfoc-SN, Paulo Garrido, esteve em Brasília nesta quinta-feira (14), participando de manifestação com diversas entidades sindicais contra a precarização do serviço público e contra as reformas administrativa e previdenciária.

Além do ato público, Garrido participou de audiência na Câmara dos Deputados, que debateu as reformas trabalhista e previdenciária e a Lei das Terceirizações. Ele também participou de atividades no Congresso Nacional e no Grupo de Trabalho sobre a Reforma Administrativa.

Na ocasião, Paulinho atualizou os presentes sobre a pauta da Fiocruz e a defesa dos direitos das trabalhadoras e trabalhadores da instituição.

Leia a fala de Paulo Garrido na íntegra:

“No Congresso Interno da Fiocruz, a Asfoc-SN reafirma a defesa intransigente da integralidade institucional, exigindo que a Fiocruz funcione como um organismo único e integrado, respeitando todas as suas áreas. Lutamos para que a Fiocruz seja reconhecida como uma instituição estratégica de Estado, dotada de autonomia plena e recursos garantidos, para cumprir seu papel social e científico com excelência.

Isso só é possível quando a base fundamental da instituição tem autonomia e competência, isto é, quando são preservados e valorizados servidoras e servidores públicos, cuja estabilidade deriva de concurso público, com ampla concorrência, assim como quando a força de trabalho terceirizada é reconhecida e valorizada por sua importância essencial no funcionamento diário e fortalecimento da Fiocruz.

Avançar no Plano de Carreiras não é só urgente, é vital e inadiável para valorizar quem faz e acontece, para quem faz a Fiocruz acontecer. Valorizando de forma justa e efetiva todos os trabalhadores, ativos e aposentados, garantimos tanto condições dignas de trabalho como reconhecimento profissional. Política salarial compatível com a vanguarda da ciência só é séria com data-base e aposentadoria digna.

Nas demandas específicas dos trabalhadores, exigimos o cumprimento integral do acordo vigente e a imediata regulamentação do RRA (Reconhecimento do Resultado de Aprendizagem). Lutamos pela efetivação do adicional de plantão hospitalar, a realização de concursos públicos para os níveis superior e intermediário, e a convocação imediata de todos os excedentes do último concurso da Fiocruz. Além disso, defendemos condições adequadas de saúde, segurança e suporte no trabalho, investimento contínuo em capacitação e inovação colaborativas, fortalecendo a instituição e seus trabalhadores.

Na luta contra o racismo, capacitismo e LGBTfobia, afirmamos que o combate e a eliminação dessas opressões estruturais são parte indissociável da luta de classes; a redução das desigualdades que excluem, tiranizam e adoecem precisa ser enfrentada de forma interseccional pela Fiocruz, dentro e fora da instituição. Garantir avanços reais na justiça social exige construção de um ambiente de trabalho verdadeiramente democrático e inclusivo, que elimine todas as formas de assédio e que acolha necessidades e anseios na relação com as categorias representadas pelos mais diversos vínculos laborais, além, é claro, de nossos estudantes, em todas as unidades Fiocruz dentro e fora do Brasil.”

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