A Asfoc-SN esteve presente no evento “Diálogos Federativos: ‘Brasil Feminicídio Zero: Meninas e Mulheres vivas, saudáveis e respeitadas’”, realizado na última terça (23), em Fortaleza (CE). O sindicato foi representado pela diretora de Administração e Finanças, Luciana Lindenmeyer.
O encontro reuniu representantes da União, estados, municípios e sociedade civil para discutir estratégias de prevenção e enfrentamento à violência contra mulheres e meninas, fortalecendo a articulação entre diferentes esferas de governo e organizações da sociedade na construção de políticas públicas mais efetivas.
O tema inaugura um ciclo de debates promovido pelo Conselho da Federação, voltado ao aperfeiçoamento do pacto federativo em áreas estratégicas para o país. A iniciativa é uma correalização do Conselho da Federação, do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDESS, o Conselhão), do Ministério das Mulheres, da Associação Brasileira de Municípios (ABM), do Governo do Estado do Ceará e da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece).
A atividade integra os esforços do Governo Federal no âmbito do Pacto Nacional de Enfrentamento ao Feminicídio, coordenado pela Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República (SRI) em conjunto com o Ministério das Mulheres.
Além de Luciana Lindenmeyer, participaram do evento Elaine Nascimento, da Fiocruz Piauí, e Luciana Alleluia, da Fiocruz Ceará. Elaine, que integra o Conselhão do Governo Federal, mediou o painel sobre responsabilização e reparação, que contou com a participação de Maria da Penha, referência internacional na luta pelos direitos das mulheres e no enfrentamento à violência doméstica.
Durante sua fala, Maria da Penha destacou a necessidade de avanços no sistema de justiça para evitar que outras mulheres enfrentem trajetórias semelhantes à sua. Ela relembrou que seu processo judicial levou 19 anos e seis meses até a responsabilização do agressor, tornando-se um símbolo da luta por justiça e proteção às mulheres.
Para Luciana Lindenmeyer, a construção de políticas públicas efetivas exige ações estruturantes e investimentos permanentes.
“É fundamental que haja avanços concretos nesse pacto, com investimento para todas as iniciativas, como pesquisas, formação de profissionais, integração de sistemas e ações focadas na prevenção, para que a meta do feminicídio zero seja realmente alcançada. Além disso, precisamos colocar a interseccionalidade como forma principal de enxergar essa questão, pois são as mulheres negras as que mais sofrem violência e são assassinadas”, destacou.
A participação da Asfoc-SN no evento reafirma o compromisso da entidade com a defesa dos direitos humanos, da equidade de gênero e da construção de políticas públicas que enfrentem as desigualdades e promovam uma sociedade mais justa e segura para todas as mulheres.