A Asfoc-SN participou virtualmente, nesta sexta-feira (22/08), da audiência pública que discutiu o processo de integração do Hospital Federal da Lagoa com o Instituto Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz). O evento foi promovido pelo Ministério da Saúde em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz, com transmissão ao vivo e participação do público em sala virtual e no chat do YouTube.
Representando o sindicato, estiveram presentes o presidente Paulo Garrido e a diretora de Legislação e Assuntos Jurídicos, Alessandra Augusta Barroso Penna e Costa.
A integração tem como base o Acordo de Cooperação Técnica (ACT), assinado em 28 de março de 2025 pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e pelo presidente da Fiocruz, Mario Moreira. O documento estabelece diretrizes para o processo que visa unir esforços do IFF e do Hospital Federal da Lagoa, com o objetivo de aprimorar a atenção em saúde, o ensino e a pesquisa.
Em abril, a Asfoc-SN já havia realizado escutas junto aos trabalhadores e trabalhadoras do IFF, a fim de levantar opiniões, expectativas e propostas diante do processo de integração. Essa atuação reforça o compromisso do sindicato em assegurar que a voz dos trabalhadores e trabalhadoras esteja presente em todas as etapas.
Durante sua fala na audiência, Alessandra reafirmou o papel da Asfoc-SN como defensora incondicional dos trabalhadores e trabalhadoras da Fiocruz, destacando a necessidade de transparência, diálogo aberto e garantia plena dos direitos de todos os profissionais envolvidos.
Confira a íntegra da fala de Alessandra:
“A Asfoc reafirma seu compromisso incondicional com os servidores da Fiocruz e manifesta seu desejo de participar ativamente e o mais próximo possível de todo o processo de integração.
Entendemos que a transparência é fundamental para garantir um processo justo e legítimo, e, por isso, solicitamos que todas as etapas sejam conduzidas de forma clara e aberta.
Além disso, destacamos a importância da garantia plena dos direitos de todos os trabalhadores envolvidos, incluindo os servidores do IFF, os terceirizados, os bolsistas e os residentes.
É essencial que nenhuma mudança comprometa esses direitos, e que todas as medidas adotadas promovam um impacto positivo, assegurando a continuidade e a qualidade dos serviços prestados à população.
Estamos atuantes, atentos e vigilantes para que essa integração fortaleça a Fiocruz e mantenha o compromisso com a excelência no atendimento e na pesquisa, pilares que sempre nortearam esta instituição.
É fundamental que nossos trabalhadores e a comunidade tenham voz neste processo, especialmente diante das incertezas sobre o futuro do Instituto Fernandes Figueira e do Hospital da Lagoa.
Desde sua fundação, o IFF tem sido um pilar na saúde da mulher, criança e adolescente. Este processo de integração não pode ser feito sem uma análise aprofundada das consequências para nossos profissionais e pacientes.
Tememos que essa integração resulte em cortes de serviços essenciais e na desvalorização dos trabalhadores. Precisamos garantir que não haja desmonte das atividades que sempre foram prestadas com excelência pelo IFF.
Pedimos transparência e diálogo aberto durante todo esse processo. É fundamental que todos os trabalhadores e a comunidade sejam ouvidos. Nosso compromisso é com a saúde e bem-estar da população, e isso deve ser prioridade.
Estamos aqui para lutar pelo futuro do IFF e pela qualidade do atendimento que sempre oferecemos. Contamos com a colaboração de todos para que possamos construir um caminho que respeite nossos direitos e garanta a continuidade dos serviços”.